então daí você pensa que você quer alguém que não beba nem fume nem fale palavrão e que seja de Câncer e daí você se apaixona exatamente por alguém que bebe & fuma & fala palavrão e que ainda por cima é de Gêmeos daí você pensa assim que os planos (putamerda) os planos não são nada mesmo. a primeira coisa que você faz é queimar aquela listinha de requisitos que você tem pronta desde os onze anos de idade ('meu marido/esposa/namorado/namorada será lindo/linda, alto/alta, culto/culta, estudioso/estudiosa, gostará das mesmas coisas que eu, lerá os mesmos livros que eu, irá ao cinema comigo, fará compras comigo, almoçará aos domingos comigo, etc.'
porque você (finalmente) percebeu que, no fim das contas, a única coisa que importa são as mãos dadas e não o que os dedos apontam: tanta cabeça sintonizada pode não dar em nada, porque não é a tua cabeça que escolhe, é a tua pele. é a urgência pelo que te desconcerta, e não a busca pelo perfeito & compatível & politicamente corretinho.
então daí muitas vezes você vai pensar assim que seria melhor e mais fácil achar alguém que te carregasse no colo, já que é tão difícil acertar o passo.
só que você perceberá (quase tragicamente) que o que te mantém preso ao diferente é a única & exata amarra que verdadeiramente ata: o gosto.
tem que gostar demais, para ajustar o inajustável: só mesmo o amor para juntar a água e o óleo, só mesmo o amor para dizer 'vai-ser-do-meu-jeito-e-não-do-seu' e você aceitar assim numa boa.
terça-feira, agosto 05, 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário