segunda-feira, julho 14, 2008

Esse tal de Roque Enrow.

Sabe aquele ritmo que não te permite ficar parado? Um dedilhado na guitarra, uma seqüência do baixo, um ritmo contagiante da bateria, toques que diferenciam um teclado, e a voz que leva. Componentes esses essenciais pra mexer com você. Componentes responsáveis por aquele estilo musical que te faz vibrar.

Aquele solo de guitarra de Steve Vai, o jeito de cantar de Freddy Mercury transformando shows de rock em verdadeiros concertos musicais junto com seu Queen, as letras realistas e histórias contadas de Renato Russo, aquele grupo diferente que tinha uma bela menina ruiva no centro? Sim, Rita Lee com seus Mutantes. Nossa rainha do rock brasileiro, indiscutivelmente.

E teve também aquele baiano, que gritou por uma “Sociedade Alternativa”, que escreveu uma parte linda na história do rock brasileiro, aquele tal de Raul Seixas, com suas barbas e bigodes de profeta. Tem um grupo de caras inteligentemente talentosos, que souberam misturar suas qualidades e jogaram em cima de nós delícias de se pular, cantar, gritar, desbundar, o tal dos Titãs.

Tem os que arquitetaram sua música de maneira curiosa, metaforica e inteligentissima; que nos ajudaram a planejar sonhos com trilhas sonoras sustentáveis, os Engenheiros do Hawaii. Teve também aquela meio tímida, mas que ao entrar no palco nos presenteava com aquele vozeirão incrível, que era brincalhona, mostrava os peitos, berrava como maneira de descarregar muito do que todos queríamos, aquela Cássia Eller.

Lá fora, apareceram bem no começo, quatro rapazes de Liverpool. Os rapazes do iê-iê-iê, com músicas que viraram febre, que explodiram, que tocavam corações e causavam histeria por onde passassem. Aqueles quatro besourinhos de papel tão importante em todo o rock n’ roll como poucos. Músicas pra se gostar em qualquer época ou hora em que forem ouvidas. Os Beatles.

Ainda por lá, tem aqueles coroas que nunca deixaram a receita desandar. Sempre cheios de energia, sons habilmente sincronizados, de maneira tal, que até os erros adquirem a idéia de perfeição. Os bad boys se comparados aos Beatles. Mas representantes eternos do que se faz bem, de que rock revitaliza, e que a boca grande de Mick Jagger é assim pra ter força de dar conta do recado. Os Rolling Stones.

E tem pra todo gosto. Não dá pra falar pausadamente de cada um, pois é difícil um texto sem fim. Mas tem pra vocês Black Sabbath, Janis, Paralamas, Metallica, Iron Maiden, Barão, Sepultura, Ira!, Angra, Aerosmith, Dr. Sin, Helloween, Joe Satriani, Kiss, Pink Floyd, Led Zeppelin, Hammerfall, Stratovarius, Dream Theater e outros tantos.

Independente de ser metal, indie, alternativo, hardcore, clássico, punk, todos fazem parte de uma mesma tribo. Essa é a bandeira maior do rock.

Ontem, dia 13 de julho, foi o Dia Internacional desse “tal de Roque Enrow”, como canta Rita Lee. Pode ser que isso não cause impacto em você. Mas no mundo sim, e em mim também.

Porque aquilo que pode ter começado com Elvis Presley, até hoje é o grande responsável por evoluções e revoluções no tão falado cenário musical.

-So, come on people. Let’s rock!

“I know, it’s only rock n’ roll
But I like it…”

(It’s only rock n’ roll – Rolling Stones)

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