segunda-feira, fevereiro 25, 2008
Liberdade
O amor é pássaro que voa livre sem temer, que mergulha na imensidão dos céus e deixa ser tocado pelo sopro do vento, pelo calor do sol, pelas chuvas torrenciais... Não se importa com pequenos supérfluos detalhes. Seu objetivo é único: alcançar os céus, tocar o oceano e aterrisar na terra. Nada mais! O amor não é prisioneiro, não suporta algemas, nem que lhe cessem o prazer de simplesmente abrir suas asas e voar por onde desejar. Para um pássaro não há limites, nem setas que lhe indiquem por onde ir. Ele simplesmente vai, segue seu instinto e se deixa levar pela adrenalina que é observar a vida de cima, vendo o quão grande é esta terra que pisamos e o quão pequenos somos todos nós, seres mortais. Somos egoístas. Achamos que prendendo quem se ama temos a certeza de que não estamos sós, quando na verdade há muita gente sozinha neste mundo dos acompanhados! O amor que aprisiona mata a si mesmo. Não há como resistir. É preciso ter ar, respiração, fôlego, vento. O egoísmo cega, o ciúme destrói. Amar alguém é ter um pássaro pousado no dedo. É ser livre e deixar que o outro também seja. Afinal, quem ama de verdade enxerga os elos visíveis ao coração, somente a ele. Um vôo prisioneiro, atrelado aos pés do outro tende a ser um fracasso. É necessário voar junto, nunca amarrado. É necessário estar perto, nunca algemado. O segredo do amor é a liberdade. É a confiança de saltar no infinito e saber que as asas do tempo e da sabedoria lhe trarão para perto de quem te ama de verdade, de quem você ama. Não se preocupe, nem tema a altura. Não se apovore com a sensação gostosa que é a de ser livre. Não se assuste com a imensidão de azul que te cercará. Não se incomode se a vida lhe der muitos obstáculos até que você alcance o topo e possa enfim abrir suas asas. Fique tranquilo. Tudo acontece quando menos esperamos. O coração conhece o caminho. Ele nos guiará por onde devemos ir. Este é o consolo dos ansiosos.
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