Ontem no shopping, lugar animado, agitado, cheio de coisas boas (e caras) pra vender, todo enfeitado pro Natal e com musiquinha tranquila, comecei a imaginar se fosse permitido todo mundo andar com uma arma nas calças. Eu, nervosinha como sou, mataria umas vinte pessoas por dia. A pena seria de uma semana pra cada pessoa assassinada. Certamente eu ficaria o resto da vida presa, de tanto matar. Só no ônibus eu mataria uns três. A pessoa que esbarra em mim o tempo todo, sentada do meu lado. Detesto quem encosta em mim sem necessidade. As pessoas que falam gritando como se todos fossem obrigados a ouvir sua historia. E a criatura que mesmo sendo nova leva séculos pra descer do ônibus, por estar com um salto altíssimo, com cara de escada. E eu fico lá atrás, esperando a comadre descer. Na minha rua eu mataria as meninas que poêm funk em uma altura absurda e ficam dançando (isso tudo em frente a minha casa. nao dá!). Mataria também as mulheres ficam o dia inteiro na calçada observando a vida dos outros e etc... Não teria munição que desse, eu acabaria o estoque de todas as lojas. Teria gente que eu mataria com um tiro certeiro, bem na nuca, que é pra ter certeza de que morreu rápido e sem volta. Outras eu mataria com trocentos tiros, só de maldade mesmo.
Aí eu lembrei que não seria só eu a armada da cidade, então alguém iria querer me matar também (e não seria pouca gente). E agora? O que eu faria? Sairia matando todo mundo, sem ver nem pra que e alegaria legítima defesa. Por isso que eu agradeço todos os dias por não ser todo mundo que pode ter uma arma. Senão eu estaria lascada e vocês também.
OBS: Se alguma dessas pessoas citadas morrer foi coincidência total, não venham me acusar de nada, sou totalmente contra as armas. Isso aqui é só um blog.
E nem vem dizer que é tpm! argh!
domingo, dezembro 23, 2007
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