No azul escuro do manto negro celeste vejo milhões de pontos brilhantes. Estou buscando estrelas. Elas estão a milhoes de anos luz daqui e mesmo assim conseguem me tocar. Sua luz não apenas toca meus olhos como também meus sentimentos. Olhando para o céu desejo paz, liberdade... quão livres parecem as estrelas, tão pequeninas e perdidas na imensidão desconhecida do espaço. Mais proximas estão as nuvens que apressadas passam sobre mim ofuscando, momentaneamente, a luz das estrelas. Sobre meu corpo sinto bater leve a brisa que sopra do mar. Este está separado de mim por algumas dezenas de metros. Posso vê-lo, posso sentir seu frescor, porém não posso ouvi-lo. O que ouço é o barulho da cidade. No céu as estrelas continuam a brilhar indiferentes a minha presença. Aqui, na Terra eu, humildemente, continuo a buscar estrelas. Caraguatatuba. (14-01-07)
Hoje entendo bem meu avô. Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver. Não há como não admirar um homem - Costeau, ao comentar o sucesso do seu primeiro grande filme- : "Não adianta, não serve para nada, é preciso ir ver".
Pura verdade!
"O mundo na TV é lindo, mas serve para pouca coisa. É preciso ir tocá-lo." Trecho do livro Mar Sem Fim do velejador Amyr Klink.
Bjks :*
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